FICÇÃO Os resultados mostrados aqui não são reais e não substituem o registro histórico oficial. Os resultados desta simulação não são reais. Entenda →
Vira-Voto
Simulador de Eleições Presidenciais

Metodologia e fontes

O princípio: proximidade de posição, estado a estado

Cada eleição do Vira-Voto é descrita por um conjunto de temas em disputa, cada um com um peso.

Em cada estado, o modelo mede a distância entre a posição do candidato e a do eleitorado local, tema a tema, e desconta essa distância de um valor de partida. Quanto mais perto do eleitorado daquele estado, mais voto. A distância é elevada ao quadrado preservando o sinal, o que dá peso desproporcional às posições extremas: radicalizar rende muito onde o eleitorado é radical no mesmo sentido e custa caro em todo o resto do país.

A calibração: o jogo começa onde a história começou

Um modelo de proximidade puro produziria um Brasil que não existe. Por isso cada estado também carrega uma força de base por candidato, calculada de trás para frente a partir do resultado real e, em alguns casos, também considera pesquisas eleitorais correspondentes aos mesmos períodos.

O que muda durante a campanha

Comícios. Concentrar campanha num estado rende mais onde a disputa está acirrada e o candidato é competitivo, e quase nada onde ele já goleia ou está fora de alcance. Cada candidato mobiliza melhor em certas regiões, comícios repetidos no mesmo estado rendem cada vez menos e há um efeito de contágio para os estados vizinhos.

Respostas. Cada resposta desloca as posições do candidato nos temas envolvidos e aplica um efeito sobre a força nacional da campanha. Algumas respostas têm efeito regional específico, outras cobram um preço na relação com adversários que podem, mais tarde, declarar apoio no segundo turno.

A maré histórica. Cada cenário embute a trajetória real daquela campanha, como por exemplo a queda de Marina Silva e a arrancada de Aécio Neves em 2014, bem como a queda de Collor a partir do horário eleitoral em 1989.

Acaso. Cada apuração aplica um fator de sorte e uma variação de comparecimento por estado. Duas partidas idênticas não terminam exatamente iguais, e disputas decididas por menos de um ponto podem virar para qualquer lado.

Dois turnos, apoios e dificuldade

Nos cenários de 1989 e 2014 vale a regra já conhecida atualmente: quem passa de metade dos votos válidos vence no primeiro turno; caso contrário, os dois mais votados vão ao segundo. Entre os turnos, os candidatos eliminados podem declarar apoio, e o peso desse apoio depende da proximidade ideológica e do que foi dito durante a campanha. Em 1955 vale a regra da época: turno único, maioria simples, com a vice-presidência eleita em votação separada.

Os níveis de dificuldade não mudam as regras. Nos níveis mais difíceis, o favorito histórico resiste mais e o azarão precisa de uma campanha quase perfeita para virar o jogo.

Fontes

Resultados oficiais (nacionais e por unidade da federação) vêm do Tribunal Superior Eleitoral, compilados a partir de fontes públicas; as séries de intenção de voto vêm de institutos da época — Datafolha em 2014, Datafolha/Gallup em 1989. Em 1955 não havia pesquisa pré-eleitoral publicada, e a bibliografia é acadêmica. A lista completa, com links, está no pé de cada página “Como foi de verdade”: 2014, 1989 e 1955.

Os contornos dos mapas de 2014 e 1989 derivam do projeto @svg-maps/brazil (licença CC BY 4.0); o mapa de 1955 foi redesenhado a partir dele para refletir a divisão territorial da época, quando ainda existiam os territórios do Guaporé e do Rio Branco, Goiás incluía o atual Tocantins, Mato Grosso incluía Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal era a cidade do Rio de Janeiro.

O que este modelo não é

Não é previsão, não é pesquisa e não é reconstituição do que “teria acontecido”. É um modelo simplificado, com parâmetros escolhidos para que o jogo seja justo e historicamente plausível — não para que ele seja verdadeiro. Todo resultado produzido aqui é ficção.